quarta-feira, 3 de abril de 2013

LITERATURA - 801, 802 e 804 - AULA 3


HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS
Edgar Allan Poe
O GATO PRETO:
     O conto “O Gato Preto”, de Edgar Allan Poe, mescla romance policial e conto de terror, misturando elementos de ambos os gêneros.
     O tema central da história é a dualidade entre “Maldição X Coincidência”.
     Durante toda a narrativa, o personagem deixa claro que não quer influenciar a opinião do leitor, porém, apresenta os elementos de uma maneira em que leitor pode-se,
ora levar a acreditar que se trata de coincidência, ora se trata de maldição, os fatos vivi-dos pelo narrador.
     Temos alguns crimes durante a história, cometidos por um homem, o que nos leva a acreditar se tratar de um conto policial. Porém, fatos estranhos e de difíceis expli-cações lógicas e racionais, nos levam a acreditar se tratar de um conto de terror.
     Ao fim do texto, permanece a dúvida. Afinal, o autor dos crimes é preso pela polícia (marca de conto policial), mas o seu delator parece ser alguém saído do “além- -túmulo” (marca de conto de terror).
     E então? Tudo não passa de uma coincidência? Ou será que se trata de uma grande maldição?
EXERCÍCIOS:
1) A dualidade “Maldição X Coincidência” é constante durante todo o texto “O Gato Preto”. Explique, com suas palavras, como se dá esse conflito.
2) Explique com suas palavras o que significa a expressão “o demônio da intemperança”, dita pelo narrador.
3) Faça um quadro expondo os aspectos policiais e sobrenaturais presentes no conto “O Gato Preto”.

LITERATURA - 801, 802 e 804 - AULA 2


Linha do tempo da Literatura:

     Pré – história: Literatura passada de maneira verbal. Primeiros desenhos nas cavernas.
     Século IX a.C: Literatura escrita. Começo da Antiguidade Clássica: Surgimento na Gré-cia Antiga. Mitos, sociedade politeísta. Primeiras obras: Ilíada e Odisseia, de Homero. Surgimento do teatro. Tragédia grega. Principal obra: Édipo Rei.
     Ano 0: Nascimento de Cristo.
     Século III a Século V d.C: Começo do Trovadorismo.
     Século XIX d.C: Vida de Edgar Allan Poe.
EDGAR ALLAN POE
*Nasce a 19 de janeiro de 1809 em Boston, EUA.
*Morrem os pais, com poucas semanas de diferença, em 1911. É adotado por John Allan.
* De 1815 a 1820 conhece a Europa.
* Em 1826 passa a frequentar a Universidade de Virgínia.
* Em 1827 publica “Tamerlão e outros poemas”.
* Em 1829 publica “Al Aaraaf, Tamerlão e Poemas Menores”.
* Em 1831 publica “Poemas”.
* Ganha em 1833 um prêmio de 50 dólares com a publicação de “Manuscrito Encontrado em Uma Garrafa”.
* Em 1838, publica “A narrativa de Arthur Gordon Pym”.
* Em 1839, muda-se para a Filadélfia e começar a editar a Burton’s Gentleman Magazine. Publica “A Queda da Casa de Usher”.
* 1840: demite-se da “Burton’s”.
* 1841: começa a editar a Graham’s Magazine. Publicou “Os Crimes da Rua Morgue”.
* 1843: ganha 100 dólares com a publicação de “O Escaravelho de Ouro” no Jornal da Filadélfia.
* 1844: volta para Nova York e escreve “A balela do balão”. Torna-se subeditor do “Evening Mirror”.
* 29/01/1845: publica “O Corvo”, seu poema mais famoso. Passa a editar o “Broadway Journal”.
* Janeiro de 1847: morre Virgínia, sua esposa.
* 1849: Poe viaja para Richmond. Fica noivo de Elmira Royster, sua namorada da adolescência. No fim de setembro, viaja para Baltimore. É encontrado inconsciente na rua e levado a um hospital.
* 07/10/1849: É enterrado no Cemitério Presbiteriano de Westminster, em Baltimore.

LITERATURA - 801, 802 e 804 - AULA 1


INTRODUÇÃO À LITERATURA:
     A pesquisa realizada sobre Literatura tem como primordial objetivo retratar as estéticas que existiram durante um período de grandes transformações por todo o mundo.
     Segundo Van Loon, a Literatura “é universal, mas não está ligada em particular a este ou àquele país ou período histórico. É de fato tão antiga quanto a raça humana e é inerente ao homem, como são parte dele os olhos ou os ouvidos, a fome e a sede”.
    Como marco inicial à Literatura Portuguesa (e, a seguir, à brasileira), vamos tomar como ponto de partida as obras épicas de Homero – a Ilíada e a Odisseia, de origem grega, que serviram de incentivo a autores portugueses importantíssimos como é o caso de Camões, com sua obra Os Lusíadas, e Fernando Pessoa, com Mensagem. Ambas as obras possuem traços idênticos às duas obras citadas de Homero.
  Outros autores sofreram influências de obras francesas e americanas; nossos saudosos artistas portugueses, no entanto, enriqueceram obras que vieram a surgir de-pois destes – surgindo assim a Literatura Brasileira.
    A Literatura (no cenário mundial) teve sua origem mais ou menos paralela ao surgimento da escrita, há milhares de anos, criada pelo homem com o objetivo de conservar a sua história através de epopeias e lendas, e controlar a natureza, criando-se os mitos e religiões.
    Em recentes pesquisas, descobriu-se que a Literatura é anterior à escrita. Certas lendas e canções eram feitas oralmente e, neste caso, não existia um autor específico – a literatura era oral, anônima e coletiva.   
     Somente com o surgimento da escrita é que a Literatura tomou forma e ganhou a figura do autor.
    Literatura nada mais é do que uma combinação de palavras com uma intenção estética, cujos gêneros podem ser classificados como:
     Lírico: textos escritos em versos.
    Épico: grandes narrativas sobre um povo, uma nação ou um indivíduo específico. Geralmente, conta-se fatos grandiosos e heroicos.
     Dramático: texto feito com a intenção de encená-lo. Teatro.
     Narrativo: Histórias narradas de uma maneira geral.
     A partir de agora, vamos entender melhor os gêneros literárias e suas características.
    No primeiro capítulo do livro didático, temos a história “A Faixa Manchada” de Arthur Conan Doyle e a história “O Retrato Oval” de Edgar Allan Poe. Ambas as histórias pertencem ao gênero literário NARRATIVO e ao gênero textual POLICIAL (a primeira) e TERROR (a segunda).
    Vamos conhecer, a partir da próxima aula, as diferenças e semelhanças entre o texto policial e o texto de terror. Para isso, será necessária a leitura da obra HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS de Edgar Allan Poe.
     Até lá!
(Adaptação e acréscimo do Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – página 85)

LITERATURA - 904 - AULA 3


EXERCÍCIOS:
1) O alienista, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão
Bacamarte, protagonista da estória, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. Tomando por base o
fragmento selecionado, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor.
(A) Valorização da ciência como caminho preferencial para a superação do atraso intelectual do país.
(B) Ironia em relação aos critérios utilizados por Simão Bacamarte na escolha de D. Evarista como sua esposa e genitora de seus filhos.
(C) Apoio aos postulados do pensamento positivista e da ideologia do progresso defendidos por Simão Bacamarte.
(D) Crítica aos hábitos culturais da vila de Itaguaí, em especial à alimentação, fator que contribuía para a dificuldade de D. Evarista em engravidar.
(E) Exaltação do papel do médico como referência de desenvolvimento de uma sociedade.
2) Em relação ao foco narrativo, podemos afirmar que:
(A) a narrativa é constantemente interrompida pelos comentários de Simão, o que faz dele o narrador da estória.
(B) alternam-se no trecho narradores de primeira e terceira pessoas, prática comum na ficção realista.
(C) o narrador é de primeira pessoa, onisciente.
(D) o narrador constrói a sua narrativa a partir da leitura dos cronistas de Itaguaí, problematizando a noção de origem e a veracidade dos fatos narrados.
(E) os cronistas da vila de Itaguaí são os verdadeiros narradores da estória, como pode ser percebido no início do texto.
3) O texto nos permite afirmar que:
(A) Evarista recusava-se sistematicamente a submeter-se aos tratamentos de fertilidade propostos pelo marido.
(B) Evarista não se empenhava no projeto de ter filhos, pois temia que o marido passas-se a dedicar somente ao filho o pouco tempo livre de que dispunha.
(C) Evarista negou-se a fazer uma dieta alimentícia especial, à base de carne de porco.
(D) a devoção ao trabalho ajudou Bacamarte a esquecer um projeto frustrado em sua vida.
(E) o tio de Simão Bacamarte admirou-se de o sobrinho ter escolhido como esposa a viúva de um juiz de fora.
4) O texto nos permite afirmar de Simão Bacamarte que:
(A) mudou-se para Itaguaí por tratar-se de um lugar no Brasil onde ainda não havia nenhuma autoridade na área da patologia cerebral.
(B) declinou das ofertas do rei de Portugal, porque não correspondiam a suas expectativas de remuneração.
(C) casou-se com Evarista aos quarenta anos, embora a achasse miúda e vulgar, pois via a sua falta de atrativos como um aspecto positivo.
(D) passou a dedicar-se especificamente ao estudo das doenças mentais somente alguns anos depois de seu regresso a Itaguaí.
(E) era dado a arroubos e explosões de temperamento no cenário doméstico, embora se mostrasse diferente em sua vida pública.
5) As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto
(l. 25)?
(A) ultrapassar
(B) omitir
(C) deixar de parte
(D) ir além de
(E) ser ilegalmente promovido
B D D D C
http://www.puc-rio.br/vestibular/repositorio/provas/2000/poro.html 21:59:09

6) Escolha uma cena de "O Alienista" e a transforme em História em Quadrinhos.
7) Na sua opinião, Simão Bacamarte sempre foi louco ou enlouqueceu após se envolver no tratamento com seus pacientes.
8) Faça um resumo de 30 linhas da história "O Alienista"

LITERATURA - 904 - AULA 2


Linha do tempo da Literatura:
    Pré – história: Literatura passada de maneira verbal. Primeiros desenhos nas cavernas.
    Século IX a.C: Literatura escrita. Começo da Antiguidade Clássica: Surgimento na Grécia Antiga. Mitos, sociedade politeísta. Primeiras obras: Ilíada e Odisseia, de Homero. Surgimento do teatro. Tragédia grega.
    Principal obra: Édipo Rei.
    Ano 0: Nascimento de Cristo.
    Século III a Século V d.C: Começo do Trovadorismo.
    Séculos XIX e XX d.C: Vida de Machado de Assis.
MACHADO DE ASSIS:
Introdução
   Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.
     Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público.
    Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.
   Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
    Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
    Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista.     
   Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.   
   Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
   Relação das obras:
Romances 
Ressurreição - 1872 
A mão e a luva - 1874 
Helena - 1876 
Iaiá Garcia - 1878 
Memórias Póstumas de Brás Cubas - 1881 
Quincas Borba - 1891 
Dom Casmurro - 1899 
Esaú e Jacó - 1904 
Memorial de Aires - 1908 
Poesia 
Crisálidas 
Falenas 
Americanas 
Ocidentais 
Poesias completas 
Contos 
A Carteira Miss Dollar 
O Alienista 
Noite de Almirante 
O Homem Célebre 
Conto da Escola 
Uns Braços 
A Cartomante
O Enfermeiro 
Trio em Lá Menor 
Missa do Galo 
Teatro Hoje avental, amanhã luva - 1860 
Desencantos - 1861 
O caminho da porta, 1863 
Quase ministro - 1864 
Os deuses de casaca - 1866 
Tu, só tu, puro amor - 1880 
Lição de botânica - 1906
(Fonte: http://www.suapesquisa.com/machadodeassis/ acessado às 21:22:35 de 10/03/2013)

LITERATURA - 904 - AULA 1


INTRODUÇÃO À LITERATURA:
     A pesquisa realizada sobre Literatura tem como primordial objetivo retratar as estéticas que existiram durante um período de grandes transformações por todo o mundo.
      Segundo Van Loon, a Literatura “é universal, mas não está ligada em particular a este ou àquele país ou período histórico. É de fato tão antiga quanto a raça humana e é inerente ao homem, como são parte dele os olhos ou os ouvidos, a fome e a sede”.
     Como marco inicial à Literatura Portuguesa (e, a seguir, à brasileira), vamos tomar como ponto de partida as obras épicas de Homero – a Ilíada e a Odisseia, de origem grega, que serviram de incentivo a autores portugueses importantíssimos como é o caso de Camões, com sua obra Os Lusíadas, e Fernando Pessoa, com Mensagem. Ambas as obras possuem traços idênticos às duas obras citadas de Homero.
   Outros autores sofreram influências de obras francesas e americanas; nossos saudosos artistas portugueses, no entanto, enriqueceram obras que vieram a surgir de-pois destes – surgindo assim a Literatura Brasileira.
      A Literatura (no cenário mundial) teve sua origem mais ou menos paralela ao surgimento da escrita, há milhares de anos, criada pelo homem com o objetivo de conservar a sua história através de epopeias e lendas, e controlar a natureza, criando-se os mitos e religiões.
      Em recentes pesquisas, descobriu-se que a Literatura é anterior à escrita. Certas lendas e canções eram feitas oralmente e, neste caso, não existia um autor específico – a literatura era oral, anônima e coletiva.    
      Somente com o surgimento da escrita é que a Literatura tomou forma e ganhou a figura do autor.
    Literatura nada mais é do que uma combinação de palavras com uma intenção estética, cujos gêneros podem ser classificados como:
     Lírico: textos escritos em versos.
    Épico: grandes narrativas sobre um povo, uma nação ou um indivíduo específico. Geralmente, conta-se fatos grandiosos e heroicos.
     Dramático: texto feito com a intenção de encená-lo. Teatro.
     Narrativo: Histórias narradas de uma maneira geral.
     A partir de agora, vamos entender melhor os gêneros literárias e suas características.
    No primeiro capítulo do livro didático, temos a história “Restos do Carnaval” de Clarice Lispector e a história “Eu Estava Ali Deitado” de Luiz Vilela. Ambas as histórias pertencem ao gênero literário NARRATIVO e ao gênero textual CONTO PSICOLÓGICO.
Vamos conhecer, a partir da próxima aula, as características deste tipo de texto. Para isso, será necessária a leitura da obra MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS de Machado de Assis.
     Até lá!
(Adaptação e acréscimo do Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – página 85)

AULA 11 (904)


     Nas aulas anteriores, você viu como se produz um texto, além de conhecer o tipo de texto “Conto Psicológico”. Agora é com você:
     1) No caderno, faça o projeto pedido nas páginas 20 e 21. Em folha separada, produza um conto psicológico.
      2) Em casa, no caderno, faça o projeto pedido nas páginas 32 e 33. Em folha separada, produza um conto psicológico.

AULA 13 (801, 802 e 804)


     Nas aulas anteriores, você viu como se produz um texto, além de conhecer os tipos de texto “Conto Policial” e “Conto de Terror”. Agora é com você:
     1) No caderno, faça o projeto pedido nas páginas 20 e 21. Em folha separada, produza um texto de enigma.
     2) Em casa, no caderno, faça o projeto pedido nas páginas 32 e 33. Em folha separada, produza um texto de terror.

AULA 12 (801, 802 e 804)

1) Copie e responda as questões da página 31 do livro didático (“Comparação entre textos” e “Sua opinião”)

AULA 11 (801, 802 e 804)


CONTO DE TERROR:
1) Leia o texto das páginas 26, 27 e 28 do livro didático.
2) Copie e responda as questões das páginas 29 e 30 (1 a 10) do livro didático.
DEVER DE CASA:
1) Copie e responda as questões das páginas 30 e 31 (1 a 4).

AULA 10 (904)

1) Copie e responda as questões da página 31 do livro didático (“Comparação entre textos” e “Sua opinião”)

AULA 10 (801, 802 e 804)


AS PARTES DA REDAÇÃO
INTRODUÇÃO:
     Introduzir significa “levar para dentro”. Na introdução, portanto, conduzimo-nos para dentro do tema, do assunto.
     A introdução apresenta a ideia que vai ser discutida (tópico frasal), nada lhe acrescentando.
   Ela é muito importante. Sendo o contato inicial do leitor com o texto, deve atraí-lo, despertar-lhe o interesse. Assim, deve ser objetiva e simpática. E, sobretudo, não pode ser longa. Normalmente um ou dois períodos.
DESENVOLVIMENTO:
   É o corpo da redação. Sua parte principal. É aqui que aparecem as ideias, os ar-gumentos, a originalidade. A introdução corresponde à tese. O desenvolvimento vem a ser o debate da tese. É a parte mais longa. O corpo sempre há de ser maior que a cabeça e os pés. Sob pena de termos uma aberração!
     Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando detidamente as ideias e exemplificando de maneira rica e suficiente o pensamento.
   O desenvolvimento será a parte mais longa da redação, mas não necessariamente a mais confusa, complicada e ininteligível. E é isso o que acontece, normalmente, quan-do não se faz uma seleção de ideias prévia, quando não se faz uma seleção de ideias prévia, quando não se sabe o que escrever antes de começar a escrever.
     Não há necessidade de muitas ideias (e normalmente nem espaço para isso). O importante é que, mesmo sendo poucas, as ideias sejam correta e objetivamente expos-tas. Não se deve cansar o leitor com um milhão de argumentos diferentes, nem com períodos longos e maçantes que, fatalmente, resultam confusos.
    Nas redações entre 15 e 18 linhas, o desenvolvimento deve ocupar um ou dois parágrafos. Nas redações entre 20 e 25 linhas, o número de parágrafos do desenvolvi-mento gira entre 3 e 4.
CONCLUSÃO:
    É o acabamento da redação. E, se não se deve iniciar “abruptamente” a redação, também não se pode acabá-la de súbito.
   A conclusão resume todas as ideias apresentadas e discutidas no desenvolvimen-to, tomando uma posição sobre o problema apresentado na introdução.
    Portanto, é a comprovação da tese levantada na Introdução e discutida no De-senvolvimento.
    (...)
   A conclusão não deve ser muito longa, a exemplo da introdução, e deve ocupar, também, somente um parágrafo.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 6 e 7)
EXERCÍCIO:
1) Escolha um tema qualquer.
2) Faça um pequeno estudo sobre o tema.
3) Monte o plano da sua dissertação (em folha separada):
a) Tema
b) Título
c) Como será apresentado o tema (introdução)
d) Tópicos abordados no desenvolvimento (inicialmente, cinco ou seis)
e) Elimine alguns tópicos que você sabe que não dominará. Deixe apenas três tópicos.
f) Faça um esboço da conclusão.
4) Também em folha separada, faça uma dissertação, de 25 a 30 linhas, com o tema escolhido e com os tópicos pré-selecionados.

AULA 9 (904)


CONTO PSICOLÓGICO
1) Leia o texto das páginas 26, 27 e 28 do livro didático.
2) Copie e responda as questões das páginas 29 e 30 (1 a 6) do livro didático.
DEVER DE CASA:
1) Copie e responda as questões da página 30 (1 a 4).

AULA 9 (801, 802 e 804)


TIPOS DE REDAÇÃO: DISSERTAÇÃO
     Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema abstrato, um assunto genérico.
     Ou seja:
     Dissertar é expor ideias em torno de um problema qualquer.
     Consiste na exposição de um assunto, no esclarecimento das verdades que o envolvem, na discussão da problemática que nele reside, na defesa de princípios, na toma-da de posições.
     Caracteriza-se a dissertação pela análise objetiva de um assunto, pela sequência lógica de ideias, quando refletidas e expressas, pela coerência na exposição delas.
     A redação expositiva ou dissertação implica uma estrutura organizada em etapas que focalizem o assunto a partir de uma técnica determinada, buscando objetivos precisos.
  Portanto: a dissertação exige reflexão e seleção de ideias. Exige que se monte um plano de desenvolvimento.
     (...)
   Convém certo domínio de conhecimento do assunto, cultura apreciável e, sobre-tudo, domínio das estruturas sintáticas mais elaboradas (...).
     A dissertação baseia-se em três partes fundamentais:
     Introdução – parte em que se apresenta o assunto a ser questionado;
     Desenvolvimento – parte em que se discute a proposta;
     Conclusão – em que se toma posição relativa à proposta.
   Normalmente, os vestibulares pedem que se disserte em 25 ou 30 linhas, no máximo, o que nos faz sugerir parágrafos de 5 a 6 linhas.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 6 e 7)
EXERCÍCIO:
1) Recentemente, foi publicado nos jornais um caso de cura da Aids. Leia o texto abaixo:
Cientistas anunciam primeiro caso de cura funcional da Aids
AFP - Agence France-Presse Publicação: 03/03/2013 21:52
     Uma equipe de virologistas dos Estados Unidos anunciou neste domingo o primeiro caso de cura funcional da Aids, envolvendo um menino que nasceu com o HIV transmitido pela mãe. Não se trata de uma erradicação do vírus, mas sua presença é tão débil que o sistema imunitário do organismo está em condições de controlá-lo sem qualquer tratamento anti-retroviral, explicaram os pesquisadores. A única cura total da Aids oficialmente reconhecida ocorreu com o americano Timothy Brown, conhecido como o paciente de Berlim, declarado livre do HIV após realizar um transplante de médula óssea de um doador que apresentava uma mutação genética rara que impede o vírus de penetrar na células. O transplante visava salvar Brown de uma leucemia. O menino em questão, que mantém o HIV sob controle, recebeu anti-retrovirais menos de 30 horas após seu nascimento. Durante a gestação, a mãe não foi tratada contra a Aids. O tratamento precoce explica sua cura funcional, ao bloquear a formação de re-servas de vírus dificilmente tratáveis, assinalaram os pesquisadores na 20ª Conferência Anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada neste final de sema-na em Atlanta, Geórgia. Estas células contaminadas "adormecidas" relançam a infecção na maior parte das pessoas soropostivas semanas após a suspensão do tratamento com anti-retrovirais. "A realização de uma terapia anti-retroviral muito cedo nos recém-nascidos pode permitir uma longa remissão sem anti-retrovirais, ao impedir a formação destas reservas virais ocultas", destaca a doutora Deborah Persaud, do Centro de Crianças do Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore (Maryland), principal autora do estudo. As análises mostraram uma redução progressiva da presença viral no sangue dos recém-nascidos, até o vírus se fazer indetectável no 29º dia de tratamento. O menino foi tratado com anti-retrovirais até seus 18 meses de idade, quando o tratamento foi suspenso. Dez meses depois, os exames não detectaram qualquer presença do HIV no sangue. O desaparecimento do HIV sem tratamento permanente é algo extremamente raro, e observado apenas em 0,5% dos adultos infectados, cujo sistema imunitário impede a reprodução do vírus e o converte em clinicamente indetectável.    
     Os tratamentos anti-retrovirais em mães portadoras do HIV durante a gestação impedem a transmissão do vírus para a criança em 98% dos casos, destacam os especia-listas. 

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/03/03/interna_internacional,354336/cientistas-anunciam-primeiro-caso-de-cura-funcional-da-aids.shtml acessado às 06:25:24 de 04/03/2013
2) Em casa, procure saber mais informações sobre o assunto “Aids”, como, por exemplo, tipos de transmissão, tipos de cura, etc.
3) Traga para a próxima aula o material encontrado sobre o assunto.
4) Pauta do seminário:
a) O que é a Aids?
b) Quando surgiu?
c) Como surgiu?
d) Como chegou ao Brasil?
e) Como é transmitida?
f) Qual o número de infectados atual?
g) Como é feito o tratamento?
h) Como se deram os casos de cura da doença notificados?
5) Faça um texto dissertativo, em folha separada, de 25 a 30 linhas, sobre o tema “A Cura da Aids: Isso é Possível?”

AULA 8 (904)


AS PARTES DA REDAÇÃO
INTRODUÇÃO:
     Introduzir significa “levar para dentro”. Na introdução, portanto, conduzimo-nos para dentro do tema, do assunto.
     A introdução apresenta a ideia que vai ser discutida (tópico frasal), nada lhe acrescentando.
     Ela é muito importante. Sendo o contato inicial do leitor com o texto, deve atraí-lo, despertar-lhe o interesse. Assim, deve ser objetiva e simpática. E, sobretudo, não pode ser longa. Normalmente um ou dois períodos.
DESENVOLVIMENTO:
     É o corpo da redação. Sua parte principal. É aqui que aparecem as ideias, os argumentos, a originalidade. A introdução corresponde à tese. O desenvolvimento vem a ser o debate da tese. É a parte mais longa. O corpo sempre há de ser maior que a cabeça e os pés. Sob pena de termos uma aberração!
     Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando detidamente as ideias e exemplificando de maneira rica e suficiente o pensamento.
     O desenvolvimento será a parte mais longa da redação, mas não necessariamente a mais confusa, complicada e ininteligível. E é isso o que acontece, normalmente, quando não se faz uma seleção de ideias prévia, quando não se faz uma seleção de ideias prévia, quando não se sabe o que escrever antes de começar a escrever.
     Não há necessidade de muitas ideias (e normalmente nem espaço para isso). O importante é que, mesmo sendo poucas, as ideias sejam correta e objetivamente expostas. Não se deve cansar o leitor com um milhão de argumentos diferentes, nem com períodos longos e maçantes que, fatalmente, resultam confusos.
     Nas redações entre 15 e 18 linhas, o desenvolvimento deve ocupar um ou dois parágrafos. Nas redações entre 20 e 25 linhas, o número de parágrafos do desenvolvi-mento gira entre 3 e 4.
CONCLUSÃO:
     É o acabamento da redação. E, se não se deve iniciar “abruptamente” a redação, também não se pode acabá-la de súbito.
     A conclusão resume todas as ideias apresentadas e discutidas no desenvolvimento, tomando uma posição sobre o problema apresentado na introdução.
     Portanto, é a comprovação da tese levantada na Introdução e discutida no Desenvolvimento.
     (...)
     A conclusão não deve ser muito longa, a exemplo da introdução, e deve ocupar, também, somente um parágrafo.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 6 e 7)
EXERCÍCIO:
1) Recentemente, foi publicado nos jornais um caso de cura da Aids. Leia o tex-to abaixo:

Cientistas anunciam primeiro caso de cura funcional da Aids
AFP - Agence France-Presse Publicação: 03/03/2013 21:52
     Uma equipe de virologistas dos Estados Unidos anunciou neste domingo o primeiro caso de cura funcional da Aids, envolvendo um menino que nasceu com o HIV transmitido pela mãe. Não se trata de uma erradicação do vírus, mas sua presença é tão débil que o sistema imunitário do organismo está em condições de controlá-lo sem qualquer tratamento anti-retroviral, explicaram os pesquisadores. A única cura total da Aids oficialmente reconhecida ocorreu com o americano Timothy Brown, conhecido como o paciente de Berlim, declarado livre do HIV após realizar um transplante de médula óssea de um doador que apresentava uma mutação genética rara que impede o vírus de penetrar na células. O transplante visava salvar Brown de uma leucemia. O menino em questão, que mantém o HIV sob controle, recebeu anti-retrovirais menos de 30 horas após seu nascimento. Durante a gestação, a mãe não foi tratada contra a Aids. O tratamento precoce explica sua cura funcional, ao bloquear a formação de re-servas de vírus dificilmente tratáveis, assinalaram os pesquisadores na 20ª Conferência Anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada neste final de sema-na em Atlanta, Geórgia. Estas células contaminadas "adormecidas" relançam a infecção na maior parte das pessoas soroposItivas semanas após a suspensão do tratamento com anti-retrovirais. "A realização de uma terapia anti-retroviral muito cedo nos recém-nascidos pode permitir uma longa remissão sem anti-retrovirais, ao impedir a formação destas reservas virais ocultas", destaca a doutora Deborah Persaud, do Centro de Crianças do Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore (Maryland), principal autora do estudo.
     As análises mostraram uma redução progressiva da presença viral no sangue dos recém-nascidos, até o vírus se fazer indetectável no 29º dia de tratamento. O menino foi tratado com anti-retrovirais até seus 18 meses de idade, quando o tratamento foi suspenso. Dez meses depois, os exames não detectaram qualquer presença do HIV no sangue. O desaparecimento do HIV sem tratamento permanente é algo extremamente raro, e observado apenas em 0,5% dos adultos infectados, cujo sistema imunitário impede a reprodução do vírus e o converte em clinicamente indetectável. Os tratamentos anti-retrovirais em mães portadoras do HIV durante a gestação impedem a transmissão do vírus para a criança em 98% dos casos, destacam os especia-listas. 
Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/03/03/interna_internacional,354336/cientistas-anunciam-primeiro-caso-de-cura-funcional-da-aids.shtml acessado às 06:25:24 de 04/03/2013
2) Em casa, procure saber mais informações sobre o assunto “Aids”, como, por exemplo, tipos de transmissão, tipos de cura, etc.
3) Traga para a próxima aula o material encontrado sobre o assunto.
4) Pauta do seminário:
a) O que é a Aids?
b) Quando surgiu?
c) Como surgiu?
d) Como chegou ao Brasil?
e) Como é transmitida?
f) Qual o número de infectados atual?
g) Como é feito o tratamento?
h) Como se deram os casos de cura da doença notificados?
5) Faça um texto dissertativo, em folha separada, de 25 a 30 linhas, sobre o tema “A Cura da Aids: Isso é Possível?”

AULA 8 (801, 802 e 804)


TIPOS DE REDAÇÃO: NARRAÇÃO
     A narração consiste em contar uma história. Seja esta oriunda de um fato real ou fictício. Na narração, ao contrário do que ocorre na descrição, o elemento principal é o verbo, afinal, ele será o responsável por representar a ação ocorrida no fato narrado.
   Pode haver pequenas descrições durante a narração, porém, os detalhes sobre cenários, objetos ou personagens não devem prevalecer sobre a ação ocorrida na cena.
     Na narração deve-se responder à algumas perguntas:
O quê?
(Acontecimento a ser narrado)
Quem?
(O personagem protagonista)
Quem?
(O antagonista: o oposto do protagonista)
Como?
(A maneira como se desenrolou o acontecimento)
Quando?
(Tempo da ação)
Onde?
(O local do acontecimento)
Por quê?
(A razão do fato)
Por isso
(O resultado)
     O texto narrativo é espacial e temporal. Ou seja, ele necessita de um cenário e de um tempo para ocorrer. O agente do processo narrativo é o personagem. Ele é que pro-duz a ação, base da narrativa.
       A narração transita por um fio condutor que leva ao “clímax”, decaindo numa “resolução” ou “epílogo”.
       A narração pode ser curta ou longa, ter diálogo ou não.
       Exemplos de Narração:
      1 – “Era uma vez uma linda princesa chamada Branca de Neve. Ela vivia em um castelo...”
      2 – “Duas pessoas morreram em um acidente na Rodovia MG-10 na madrugada deste sábado...”
EXERCÍCIO:
1) Com base na imagem abaixo, produza um texto narrativo, em folha separada, com tamanho entre 15 e 20 linhas.

AULA 7 (904)


TIPOS DE REDAÇÃO: DESCRIÇÃO
     Quando se descreve, se traduz com palavras o que se vê e se observa. Descrever não é simplesmente copiar ou comentar um objeto. É tornar vivos os pormenores, situações ou pessoas de uma determinada cena.
     A descrição é atemporal (já que é destituída de ação), mas é espacial: é necessário englobar o cenário como um todo para que o leitor tenha uma visão da maior quantidade de detalhes possíveis.
     Tipos de Descrição:
   1 – Descrição Denotativa: Ocorre quando a descrição usa uma linguagem objetiva. Na descrição denotativa as palavras são usadas em seu sentido original. São exemplos desse tipo de descrição as presentes em livros científicos, dicionários, livros didáticos, etc.
      2 – Descrição Conotativa: Geralmente de teor literário, as palavras são usadas no sentido simbólico.
NARRAÇÃO:
     A narração consiste em contar uma história. Seja esta oriunda de um fato real ou fictício. Na narração, ao contrário do que ocorre na descrição, o elemento principal é o verbo, afinal, ele será o responsável por representar a ação ocorrida no fato narrado.
   Pode haver pequenas descrições durante a narração, porém, os detalhes sobre cenários, objetos ou personagens não devem prevalecer sobre a ação ocorrida na cena.
     Na narração deve-se responder à algumas perguntas:
O quê?
(Acontecimento a ser narrado)
Quem?
(O personagem protagonista)
Quem?
(O antagonista: o oposto do protagonista)
Como?
(A maneira como se desenrolou o acontecimento)
Quando?
(Tempo da ação)
Onde?
(O local do acontecimento)
Por quê?
(A razão do fato)
Por isso
(O resultado)
DISSERTAÇÃO:
     Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema abstrato, um assunto genérico.
     Ou seja:
     Dissertar é expor ideias em torno de um problema qualquer.
     Consiste na exposição de um assunto, no esclarecimento das verdades que o envolvem, na discussão da problemática que nele reside, na defesa de princípios, na toma-da de posições.
     Caracteriza-se a dissertação pela análise objetiva de um assunto, pela sequência lógica de ideias, quando refletidas e expressas, pela coerência na exposição delas.

     A redação expositiva ou dissertação implica uma estrutura organizada em etapas que focalizem o assunto a partir de uma técnica determinada, buscando objetivos precisos.
  Portanto: a dissertação exige reflexão e seleção de ideias. Exige que se monte um plano de desenvolvimento.
     (...)
   Convém certo domínio de conhecimento do assunto, cultura apreciável e, sobre-tudo, domínio das estruturas sintáticas mais elaboradas (...).
      A dissertação baseia-se em três partes fundamentais:
     Introdução – parte em que se apresenta o assunto a ser questionado;
     Desenvolvimento – parte em que se discute a proposta;
     Conclusão – em que se toma posição relativa à proposta.
   Normalmente, os vestibulares pedem que se disserte em 25 ou 30 linhas, no má-ximo, o que nos faz sugerir parágrafos de 5 a 6 linhas.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 6 e 7)
EXERCÍCIO:
1) Faça um texto descritivo de dez a quinze linhas, em folha separada, da imagem abaixo:
2) Tendo como base a mesma imagem, faça um texto narrativo, de quinze a vinte linhas, também em folha separada.



AULA 7 (801, 802 e 804)


TIPOS DE REDAÇÃO: DESCRIÇÃO
     Quando se descreve, se traduz com palavras o que se vê e se observa. Descrever não é simplesmente copiar ou comentar um objeto. É tornar vivos os pormenores, situações ou pessoas de uma determinada cena.
      Ao fazer uma descrição, você deve enriquecer a visão do que é real ou do que se pretende tornar real.
     A descrição não possui ação. Ela é estática. Por isso, ganham destaque o substantivo e o adjetivo ao invés do verbo.
     A descrição é atemporal (já que é destituída de ação), mas é espacial: é necessário englobar o cenário como um todo para que o leitor tenha uma visão da maior quantidade de detalhes possíveis.
     Tipos de Descrição:
   1 – Descrição Denotativa: Ocorre quando a descrição usa uma linguagem objetiva. Na descrição denotativa as palavras são usadas em seu sentido original. São exemplos desse tipo de descrição as presentes em livros científicos, dicionários, livros didáticos, etc.
      2 – Descrição Conotativa: Geralmente de teor literário, as palavras são usadas no sentido simbólico.
      Exemplos de Descrição:
     1 – “Duas horas da tarde. Um sol ardente nos colmos dardejando e nos eirados sobreleva aos sussurros abafados o grito das bigornas estridentes.”
(Gonçalves Dias)
    2 – “Manhã cinzenta. Partida de Lisboa. Os primeiros aspectos da campina ribajetana: touros, campinos de vara ao alto, searas infinitas.
Depois, mutação de cenário: florestas de pinheiros verde-negros, outeiros.
Uma aberta de luz: campos extensos de milho e arrozais. Enfim, o tufo espesso do Choupal. Coimbra, debruçada sobre o Mondego.”
(R. Lapa)
EXERCÍCIO:
1) Faça um texto descritivo de dez a quinze linhas, em folha separada, da imagem abaixo:

AULA 6 (904)


A flor no asfalto
Otto Lara Resende
    Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio - Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito.  
      Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
      Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida veio outro carro, um Apolo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
       Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento.
      Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida.
      Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
       Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
        No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de ma-mar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?
ATIVIDADES:
1) O título do texto é A flor do asfalto. Quem seria a flor?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2) De acordo com o texto, que sentimento as pessoas demonstram diante dos atropelamentos da Rio- Petrópolis? Transcreva uma frase do texto que justifique sua resposta.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3) A atitude das pessoas diante da morte e do nascimento foi a mesma? Justifique sua resposta.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4) O autor emprega duas expressões metafóricas para se referir a dona Creusa : a primeira para demonstrar a vida sofrida , e a segunda para revelar sua vitalidade. Transcreva essas duas expressões.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5) Por que dona Creusa se ofereceu para ir no lugar de sua nora Marizete?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6) Que relação o autor estabelece entre o carro Apolo e o deus Apolo da mitologia?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

AULA 6 (801, 802 e 804)


A flor no asfalto
Otto Lara Resende
    Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio - Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. 
      Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela    velinha acesa,  o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
      Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida veio outro carro, um Apolo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
       Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento.
     Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida.
     Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
      Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
       No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no cora-ção o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de ma-mar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?
ATIVIDADES:
1) O título do texto é “A flor do asfalto”. Quem seria a flor?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2) De acordo com o texto, que sentimento as pessoas demonstram diante dos atropela-mentos da Rio- Petrópolis? Transcreva uma frase do texto que justifique sua resposta.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3) A atitude das pessoas diante da morte e do nascimento foi a mesma? Justifique sua resposta.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4) Por que dona Creusa se ofereceu para ir no lugar de sua nora Marizete?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

AULA 5 (904)


Atividade do livro didático:
1) Ler, copiar e responder as questões da página onze.
2) Ler o texto das páginas 12, 13 e 14. Copiar e responder as questões das páginas 15, 16, 17 e 18 (2 e 3).
DEVER DE CASA:
1) Copie e responda as questões das páginas 18 (1 e 2) e 19.

AULA 5 (801, 802 e 804)


Atividade do livro didático:
1) Ler, copiar e responder as questões da página onze.
2) Ler o texto das páginas 12, 13, 14 e 15. Copiar e responder as questões das páginas 16, 17 e 18 (3, 4, 5).
DEVER DE CASA:
1) Copie e responda as questões das páginas 18 (1 e 2) e 19.

AULA 4


INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS:
O SENTIDO LÓGICO E O SENTIDO SIMBÓLICO DAS PALAVRAS:
     A tendência da criança é possuir uma forma de pensamento mais concreta, tendo o raciocínio abstrato pouco desenvolvido. As palavras, geralmente, são compreendidas em seu significado original, concreto. Por exemplo, se ela ouve frases como:
      1ª “Você deixou a casa de cabeça para baixo.”
      2ª “Por que você está com a cara amarrada?”
     A criança poderá interpretar a primeira frase imaginando uma casa com as mãos no chão, “plantando bananeira”, como se fosse uma pessoa. Ao ouvir a segunda oração, imaginará uma corda ou um fio dando voltas na cabeça amarrando o rosto. Talvez ela não entenda a expressão “casa de cabeça para baixo” como sinônimo de “casa bagunça-da ou em total desordem” e nem a expressão “cara amarrada” como “fisionomia sisuda, brava ou contrariada, sem alegria”. O sentido original, “ao pé da letra” das palavras é chamado de significado denotativo ou denotação. Ao significado simbólico ou figurado, que varia conforme o contexto ou situação em que a palavra é empregada, damos o significado conotativo ou conotação. Assim, o significado que a criança atribui às expressões “casa de cabeça para baixo” = “casa plantando bananeira” e “cara amarrada” = “rosto enrolado e preso com uma corda” é o significado “ao pé da letra”, o significado denotativo. Já a interpretação dessas expressões como “casa bagunçada” e “pessoa séria, carrancuda” é o sentido simbólico ou significado conotativo.
     Se você interpretar as palavras de todos os textos que vier a ler “ao pé da letra”, em seus significados denotativos, poderá gerar muitas confusões. Após o contato inicial com o texto, analisando seus dados bibliográficos e uma primeira leitura, você terá de responder à pergunta: trata-se de um texto literário ou não-literário? Ou seja, a intenção do autor foi construir um texto artístico (em prosa ou em verso) ou um texto informativo, racional, propondo debate de ideias, como um artigo de jornal ou revista?
     Se você estiver diante de um texto literário, terá sido construído em linguagem conotativa, simbólica ou metafórica (de metáfora), que você terá de interpretar. Se for um texto não-literário, seu trabalho de compreensão será mais racional, no plano das ideias, não das emoções. Por isso é importante você estabelecer hipóteses, ser um leitor ativo, relacionar ideias e até mesmo usar sua imaginação e sensibilidade, de acordo com a modalidade de texto: literário ou não-literário.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 84 e 85)
EXERCÍCIOS:
1) Explique a diferença entre “Sentido Denotativo” e “Sentido Conotativo”. Dê exemplos:
2) Classifique as frases abaixo de acordo com o sentido (Denotativo ou Conota-tivo):
a) A mulher reclama com a amiga: “Meu marido é um cachorro”.
b) Meu cachorro mordeu minha mão.
c) Ao ver o filho todo sujo, a mãe exclamou: “Nossa! Você está um lixo!”
d) Depois que a prefeitura suspendeu a coleta, o lixo ficou acumulado nas ruas e praças.
e) O aluno matou aula o ano todo. Resultado: Tomou bomba em dezembro.

f) O homem matou a mulher quando detonou a bomba no lugar em que ela esta-va escondida.
DEVER DE CASA:
Escolha um tema e faça um texto com sentido denotativo. Em seguida, utilize o mesmo tema para fazer um texto com sentido conotativo. Tamanho: de dez a quinze linhas para cada texto.

AULA 3


INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS:
A INTENÇÃO TEXTUAL:
     Um segundo fator importante para que você possa ser considerado um bom leitor é a compreensão da intenção textual. O escritor sempre escreve com uma intenção (intencionalidade), seja para informar, convencer, emocionar, esclarecer o seu próprio texto, seja para criar efeitos artísticos por meio da seleção e combinação das palavras considerando sua sonoridade ou múltiplas relações de sentidos para impressionar o leitor (textos literários).
     Há alguns elementos materiais que dão pistas sobre a intenção textual, e você poderá criar expectativas e formular hipóteses, antes mesmo de iniciar a leitura, que serão confirmadas ou não no seu decorrer.
     Você deve verificar a fonte bibliográfica do texto. Se a procedência for um artigo de um jornal ou revista semanal, por exemplo, geralmente o objetivo é informativo, tem intenção mais racional, propondo um debate de ideias, podendo tratar de fatos econômicos, sociais, políticos, artísticos, religiosos, científicos. Já, se a fonte do texto indicar um livro de ficção – romance, conto, novela, poesia -, a intenção do autor deve ser artística, emotiva, não racional. Expressará “valores humanos”, interiores; conflitos presentes nas relações humanas: amor, ódio, compaixão, sofrimento, felicidade, tristeza.
     O nome do autor (se você tiver alguma informação sobre ele) é importante para identificar o tipo de texto que irá ler. Se o texto foi escrito por Machado de Assis ou Manuel Bandeira, você deve esperar um texto literário, geralmente. Se o autor for um cronista esportivo famoso ou um cientista ou jornalista, você já criará outras expectativas em relação ao texto que irá ler. Além da procedência e do autor do texto, o título pode revelar o tema e o enfoque dados pelo autor. Um bom título pode ser considerado o menor resumo possível de um texto. Por exemplo, “Soneto da Separação”, do poeta Vinícius de Moraes. Se você levantar a hipótese de que o texto é em versos, terá a in-tenção de emocionar o leitor e terá como tema a separação social ou amorosa entre pessoas, você acertou.

      Esse contato preliminar com um texto, seja um livro de muitas páginas ou uma pequena carta, é importante. Se for um livro, folheie-o, veja o número de páginas, o tipo de papel, analise o título geral e os títulos dos capítulos no índice. Veja se conhece o autor; a Editora, se publica apenas livros técnicos, teóricos, didáticos ou de ficção. Leia os comentários na contracapa, nas “orelhas” do livro, o início de alguns capítulos; se for um pequeno texto, analise o seu número de linhas, leia pequenos trechos iniciais.          Enfim, esse contato “material” inicial vai preparar seu “espírito”, gerar expectativas em relação ao conteúdo, ao vocabulário, à forma de construção do texto e formará um fio condutor para a sua leitura.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 84 e 85)
EXERCÍCIOS:
1) De acordo com o texto, por que é importante o “contato material” com o texto?
2) Por que é importante ter informações sobre o autor do texto?
3) Explique por que é interessante verificar a fonte bibliográfica do texto.
DEVER DE CASA:
Em um texto de 25 a 30 linhas explique o que você entendeu sobre A intenção Textual e dê exemplos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AULA 2


AULA 2


INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS:

CONCEITO:

            O que é um texto? Texto não é um amontoado desorganizado de palavras. O fato de se escreverem palavras existentes na língua, em uma sequência, não significa que se construiu um texto.

            Veja:

            O Brasil tem muitos problemas sociais, econômicos e culturais. O presidente FHC viajou para a Europa porque o meu vizinho matou o meu cachorro. Mas a grande parte da pobreza nacional é consequência da violência social, porque a vida sexual das pessoas deve ser responsável e a Aids é um problema mundial e ninguém entendeu os motivos da viagem do presidente. Use preservativos sempre, presidente, por que foi viajar?”

            Observe que as palavras utilizadas no texto acima existem em Português, as orações até que apresentam uma construção sintática (sujeito, verbo e complementos) possível. O sujeito concorda com os verbos, os nomes (substantivos, adjetivos, advérbios, etc) concordam em número (singular/plural) e gênero (masculino/feminino), ou seja, as palavras têm muitas condições gramaticais para serem consideradas um texto, mas não formam um texto.

            Por que as palavras acima não podem ser consideradas um texto? Porque são um amontoado de palavras que não formam uma “unidade de sentido” e não preenchem “uma função comunicativa reconhecível e reconhecida” pelo leitor (A Coerência Textual, de Ingedore G. Villaça Koch e Luiz Carlos Travaglia, 6.ed. São Paulo: Ed. Contexto, 1995, p. 31-32, coleção Repensando a Língua Portuguesa). É um texto incoerente, sem conexão lógica entre as ideias. Não há relação de sentido entre elas: “o presidente FHC viajou” e “meu vizinho matou meu cachorro”, por exemplo. Além disso, essas ideias estão malconectadas: a palavra “porque” estabelece uma relação de causa, mas a morte do meu cachorro jamais pode ser aceita pelo leitor como causa da viagem do presidente: não há uma adequada coesão ou ligação entre as ideias.

            Para que haja texto é necessário que haja COESÃO (conexão no plano gramatical, elementos coesivos como conjunções, pronomes) e COERÊNCIA (relação lógica entre as ideias) textual.

            (...)

            Assim, para que você faça uma leitura (e/ou escreva um bom texto) adequada, é necessário que conheça essas funções dos elementos linguísticos responsáveis pela coesão e perceba as relações lógicas ou a coerência textual.

(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – página 84)

EXERCÍCIOS:

            1) Explique o que você entendeu sobre COESÃO:

            2) Explique o que você entendeu sobre COERÊNCIA:

            3) De acordo com o texto, por que o parágrafo em destaque não pode ser considerado um texto?

            4) De acordo com o texto, o que é um texto?

DEVER DE CASA:

            Faça uma redação com tema livre. Não se esqueça de usar os recursos vistos no texto acima. Tamanho da redação: de 25 a 30 linhas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

AULA 1


AULA 1
A aula 01 é a mesma para as turmas de 8º e 9º anos:
REVISÃO:
            O alfabeto da língua portuguesa é composto por 26 letras, sendo 5 vogais e 21 consoantes. Veja abaixo a grafia maiúscula e minúscula de cada letra:
            Aa – Bb – Cc – Dd – Ee – Ff – Gg – Hh – Ii – Jj – Kk – Ll – Mm – Nn – Oo – Pp – Qq – Rr – Ss – Tt – Uu – Vv – Ww – Xx – Yy – Zz
            As letras destacadas são vogais.
            A grande diferença entre vogal e consoante é que a vogal tem som próprio, enquanto a consoante precisa se agrupar a outra(s) letra(s) para formar um som.
            O agrupamento de letras é chamado de sílaba, o agrupamento de sílabas forma uma palavra.
            A palavra, quanto à sua quantidade de sílabas, é classificada em:
            Monossílaba – uma sílaba: céu, ar, pé
            Dissílaba – duas sílabas: me-sa, ca-fé, ar-co
            Trissílaba – três sílabas: ca-dei-ra, ca-chor-ro, tu-ba-rão
            Polissílaba – quatro ou mais sílabas: re-fri-ge-ra-dor, ge-la-dei-ra,

            Algumas regras básicas sobre a divisão silábica:
            Não se divide uma sílaba ao meio:
            c-         ca-
a-chor-ro        chor-ro
(errado)         (correto)

            Consoantes como SS – RR – SC – XC devem ser separadas na divisão silábica:
            ca-chor –ro      as-sa-do          ex-ce-to           as-cen-so-ris-ta

EXERCÍCIOS
1)      Siga o modelo:
            felicidade: fe-li-ci-da-de
            a) Paraguai:
            b) iguais
            c) Piauí
            d) Tuiuti
            e) família
            f ) gaiola
            g) imediato
            h) diário
            i) adnominal
            j) plebiscito
            k) procissão
            l) submergir
m) poeta
            n) indignidade
            o) afeiçoado
            p) renascer
            q) exceção
            r) excesso
            s) solstício
            t) absoluto
            u) pneumático
            v) ascenção
            w) consciência
            x) psicologia
            y) perspicácia
            z)  superstição
            2) Procure no dicionário o significado das palavras abaixo:
a) cognome
            b) pacto
            c) tinturaria
            d) abrupto
            e) sublime
            f) sublinhar
            g) egípcio
            h) erupção
            i) fenolftaleína
            j) abscissa
            k) subestimar
            l) admissão
            m) suboficial
            n) insubstituível
            o) subscrever
            p) assessoria
            q) tungstênio
            r) feldspato
            s) Quéops
            t) Tietê           
            u) Araguaia
            v) Manaus
            w) pseudopoeta
            x) zootecnia
            y) superstição
            z) deem
DEVER DE CASA
            1) Separe as palavras abaixo em sílaba, classifique-as em relação à divisão silábica e, em seguida, procure o significado das palavras no dicionário:
            a) occipital
            b) sussurro
            c) esfíncter
            d) zeugma
            e) quartzo
            f) aracnídeo
            g) feiíssimo
            h) constituinte
            i) cauim
            j) impregnariam
            k) paizinho
            l) paisinho
            m) subação
            n) subgerente
            o) ablactar
            p) ablação
            q) ablução
            r) secretaria
            s) expressão
            t) secretária
            u) averiguem
            v) enxáguem