TIPOS DE REDAÇÃO: DESCRIÇÃO
Quando se descreve, se traduz com palavras o que se vê e se observa. Descrever não é simplesmente copiar ou comentar um objeto. É tornar vivos os pormenores, situações ou pessoas de uma determinada cena.
A descrição é atemporal (já que é destituída de ação), mas é espacial: é necessário englobar o cenário como um todo para que o leitor tenha uma visão da maior quantidade de detalhes possíveis.
Tipos de Descrição:
1 – Descrição Denotativa: Ocorre quando a descrição usa uma linguagem objetiva. Na descrição denotativa as palavras são usadas em seu sentido original. São exemplos desse tipo de descrição as presentes em livros científicos, dicionários, livros didáticos, etc.
2 – Descrição Conotativa: Geralmente de teor literário, as palavras são usadas no sentido simbólico.
NARRAÇÃO:
A narração consiste em contar uma história. Seja esta oriunda de um fato real ou fictício. Na narração, ao contrário do que ocorre na descrição, o elemento principal é o verbo, afinal, ele será o responsável por representar a ação ocorrida no fato narrado.
Na narração deve-se responder à algumas perguntas:
O quê?
(Acontecimento a ser narrado)
Quem?
(O personagem protagonista)
Quem?
(O antagonista: o oposto do protagonista)
Como?
(A maneira como se desenrolou o acontecimento)
Quando?
(Tempo da ação)
Onde?
(O local do acontecimento)
Por quê?
(A razão do fato)
Por isso
(O resultado)
DISSERTAÇÃO:
Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema abstrato, um assunto genérico.
Ou seja:
Dissertar é expor ideias em torno de um problema qualquer.
Consiste na exposição de um assunto, no esclarecimento das verdades que o envolvem, na discussão da problemática que nele reside, na defesa de princípios, na toma-da de posições.
Caracteriza-se a dissertação pela análise objetiva de um assunto, pela sequência lógica de ideias, quando refletidas e expressas, pela coerência na exposição delas.
A redação expositiva ou dissertação implica uma estrutura organizada em etapas que focalizem o assunto a partir de uma técnica determinada, buscando objetivos precisos.
Portanto: a dissertação exige reflexão e seleção de ideias. Exige que se monte um plano de desenvolvimento.
(...)
Convém certo domínio de conhecimento do assunto, cultura apreciável e, sobre-tudo, domínio das estruturas sintáticas mais elaboradas (...).
A dissertação baseia-se em três partes fundamentais:
Introdução – parte em que se apresenta o assunto a ser questionado;
Desenvolvimento – parte em que se discute a proposta;
Conclusão – em que se toma posição relativa à proposta.
Normalmente, os vestibulares pedem que se disserte em 25 ou 30 linhas, no má-ximo, o que nos faz sugerir parágrafos de 5 a 6 linhas.
(Texto extraído do livro: Nova Redação Gramática e Literatura – Mazzarotto, Luiz Fernando – São Paulo: DCL – 2ª Edição – 4ª Reimpressão – abril de 2010 – páginas 6 e 7)
EXERCÍCIO:
1) Faça um texto descritivo de dez a quinze linhas, em folha separada, da imagem abaixo:2) Tendo como base a mesma imagem, faça um texto narrativo, de quinze a vinte linhas, também em folha separada.

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